Viagem a Viseu

Nos dias 15 a 17 de Outubro, o Clube realizou uma viagem a Viseu e a algumas das suas freguesias, iniciando-se com um almoço no restaurante Fonte do Povo em Almodafa – Tarouca.

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Shadow

Caves da Murganheira

Terminado o almoço, dirigimo-nos para a visita às Caves da Murganheira, escavadas em rocha de granito azul, em que as garrafas são alinhadas cuidadosamente, formando “paredes de vidro”  cujo processo de maturação do espumante demora 3 anos, em que é utilizado um método manual de expulsão dos fermentos único em Portugal. No final da visita houve uma prova de espumante.

Mosteiro de São João de Tarouca

No final da tarde, visitámos o Mosteiro de São João de Tarouca, do século XII, cuja igreja tem características dos estilos românico, maneirista e barroco. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas em Portugal, a igreja foi convertida em igreja paroquial e os edifícios monásticos foram  explorados como pedreira até aos inícios do século XX.

Capelas do lado da Epístola

Capela de Nossa Senhora da Glória
Capela da Virgem
Capela de São Pedro
Capela de São Pedro

Capelas do lado do Evangelho

Capela do Sagrado Coração de Jesus
Capela de São João Baptista
Capela de São Miguel

Transepto

Do lado do Evangelho

Túmulo de D. Pedro Afonso em granito e decorado com cenas de caça
Altar de São Bento

Do lado da Epístola

Capela do Desterro, com o grupo escultórico da Sagrada Família. Em baixo, representação de quatro santos mártires.
Altar de São Bernardo

Capela-mor

Abaixo, a capela-mor em talha dourada do século XVII. Nas paredes laterais, dois retábulos de São Bento e São Bernardo e quatro fantásticos painéis de azulejos do século XVIII, representando a lenda associada à fundação do Mosteiro.

Abaixo, cadeiral barroco, em pau santo, composto por 60 assentos e espaldares de talha dourada com 8 pinturas de abades cistercienses, bispos e papas, de cada lado.

O órgão barroco de 1767 foi restaurado em 2023. Ao centro, tem uma figura animada, que abria a boca e marcava o compasso com os braços.

Sacristia

A Sacristia integra nas suas paredes 2000 azulejos avulsos, ou seja diferentes, e as pinturas do Arcaz com oito painéis representando cenas da vida de São Bernardo.

O Relicário, do século XVIII, em pau santo, continha relíquias de santos que os monges retiraram quando da extinção das ordens religiosas.

Foto de grupo à saída do Mosteiro

Sé Catedral de Viseu

O dia seguinte foi dedicado, da parte da manhã, às visitas da Sé e aos Museus do Tesouro e Grão Vasco em Viseu. Após o almoço, fomos até Mangualde conhecer o Palácio dos Condes de Anadia.

A Sé de Viseu, de estilos gótico, manuelino e barroco, teve início no século XII com D. Afonso Henriques e foi sofrendo diversas renovações ao longo dos séculos.

Interior

Altar-mor

Altar-mor modificado no século XVIII
Detalhe do altar
Abóbada do altar-mor
Cadeiral do século XVIII

Altares do transepto

Claustros da Sé

Varanda dos Cónegos

Museu do Tesouro

Presépio
Detalhe do presépio

Museu Grão Vasco

O Museu Grão Vasco possui vinte e quatro peças classificadas como “Bens Culturais Móveis de Interesse Nacional”; são vulgarmente conhecidos como “Tesouros Nacionais” e encontram-se na Sala Grão Vasco e Colaboradores.

Retábulo da Capela-Mor da Sé de Viseu – pintado entre 1501 e 1506, é hoje composto por catorze pinturas com cenas do nascimento e morte de Jesus Cristo.

Outros retábulos pintados para  as capelas da Sé de Viseu, encomendados a Grão Vasco pelo bispo D. Miguel da Silva.

Retábulo de S. Pedro – Na parte inferior do quadro, na predela, três pequenas pinturas representam os apóstolos: São João Evangelista e Santo André, São Bartolomeu e São Tomé, São Paulo e São Tiago.

Retábulo do Calvário – Cristo crucificado entre o Bom e o Mau Ladrão. As pinturas da predela representam Cristo perante Pilatos, a Descida da Cruz e a Descida de Cristo ao Limbo.

Retábulo do Baptismo de Cristo – São João baptizando Cristo no rio Jordão. Na predela tripartida figuram São Paulo Eremita, São Jerónimo e Santo Antão.

Retábulo de São Sebastião – o suplício de São Sebastião, que foi preso a uma coluna elevada num pedestal e o preciso momento em que os carrascos o executam com setas.

Retábulo do Pentecostes – representa o episódio da descida do Espírito Santo no dia do Pentecostes.

A Última Ceia – destaca-se no painel central a figura de Cristo, que segura o cálice eucarístico, ladeado por São Pedro e São João. Do lado esquerdo, Judas surge em traje amarelo segurando um saco de moedas, que simbolizam a sua traição. Do lado direito, a representação de Santa Maria Madalena, que transporta um recipiente com perfume.

Santa Ana e a Virgem – escultura de Claude Joseph Courrat Laprade que representa Santa Ana segurando a mão de sua filha Maria, auxiliando-a na leitura dos textos sagrados.

Píxide / Hostiário – proveniente da Serra Leoa, em marfim decorado com cenas relacionadas com o nascimento de Cristo. A Píxide do Museu Grão Vasco é um testemunho da influência dos portugueses na África Ocidental, nos séculos XV e XVI. Dos três únicos exemplares deste tipo de píxide,  em todo mundo, esta é a mais completa.

Cristo articulado – esta imagem de Cristo Crucificado, à escala humana, esculpida em madeira e datada do século XIII, apresenta a particularidade de ser articulada em diferentes partes do corpo. Era usada no Auto da Descida da Cruz realizado na Semana Santa.

No Meu Atelier – é uma das primeiras obras de Columbano Bordalo Pinheiro e também o seu primeiro auto-retrato.

Abaixo, algumas outras esculturas e quadros não pertencentes aos “Tesouros Nacionais”.

Esculturas em madeira policromada

Pano de armar em seda do século XVII
Santa Catarina, de Vasco Fernandes
Santa Luzia, de Vasco Fernandes (Grão Vasco)
Assunção da Virgem, por Grão Vasco
Jesus na Casa de Marta e Maria, de Grão Vasco (1535)
Lamentação com Santos Franciscanos, por Grão Vasco
Visitação, de António Vaz
São Pedro e São Tiago, por Gaspar Vaz de Caminha
Júpiter e as Virgens de Donana, de Francisco Vieira
Camões e as Tágides, de Columbano Bordalo Pinheiro
Perseu e Andrômeda, de Rubens
A Partida de Ló e sua Família de Sodoma – Rubens
Paisagem fluvial com pescadores, 1785, de Jean Baptiste Pillement
Paisagem com pastores e rebanhos, 1785, por Jean Baptiste Pillement

Palácio dos Condes de Anadia

Após o almoço no restaurante Muralha da Sé, fomos até Mangualde visitar o Palácio dos Condes de Anadia, do início do século XVIII. O palácio continuou na família ao longo dos séculos, sendo hoje o seu proprietário Miguel Paes do Amaral.

Hall de entrada
Escadaria
Sala e biblioteca ao fundo
Sala com colecção de esculturas em biscuit
Sala de jantar com pinturas decorativas nas paredes com animais que poderiam ser servidos nas refeições
Tecto da sala de jantar
Sala de Música
Sala com exibição de trajes antigos da família

Salão Nobre decorado por oito painéis de azulejos setecentistas inspirados em temas mitológicos e representando as quatro partes do Mundo conhecidas até então – Europa, África, América e Ásia – tal como os quatro elementos.

Salão de Baile com um piano de cauda num dos cantos e com as paredes revestidas por painéis de azulejos que representam o “Mundo ao contrário”, ou “Mundo às Avessas” como também é chamada.

Um jumento supervisiona o homem a carregar fardos de palha
Uma aluna a dar açoites ao professor
Porcos a assar humanos no espeto
Cavalos a combater no dorso de cavaleiros
Um pássaro que captura uma mulher, o seu amante e o seu marido numa rede
A Terra e os astros ao contrário
A mãe vai caçar e o pai fica com o bébé
Varanda

Museu Aristides de Sousa Mendes

No último dia, visitámos o Museu Aristides de Sousa Mendes (Casa do Passal), em Cabanas de Viriato, e o Museu do Azeite em Bobadela, Oliveira do Hospital. No Museu Aristides realizámos uma interessante visita guiada, com a presença de um dos netos de Aristides Sousa Mendes (à direita na foto).

Algumas das condecorações que lhe foram atribuídas
Aristides e Angelina Sousa Mendes

Museu do Azeite

O Museu do Azeite foi inaugurado em 2018, num edifício bastante original, pois tem um formato de um ramo de oliveira, sendo as salas em forma de folha e azeitonas. Dentro de uma das azeitonas, encontra-se o Restaurante Olea, com vista panorâmica para a Serra da Estrela, onde almoçámos.

As salas que partem do ramo central do edifício contam a história da produção do azeite desde a época romana até à era da mecanização.

Entrada do museu
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