Visita guiada à exposição Arte & Moda na Gulbenkian

Dia 15 de Junho, o Clube realizou uma visita guiada à exposição Arte & Moda. Uma exposição onde 100 obras de arte da Colecção Gulbenkian (desde o Antigo Egipto, Japão, porcelanas da China, pinturas de Rembrandt, Rubens, Monet, Degas, Carpaccio, entre outros), cruzam-se e conferenciam com 140 criações de moda de alta costura de grandes designers internacionais como Guo Pei, Dior, Balenciaga, Yves Saint Laurent, Versace, Jean-Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Alexander McQueen, Hubert de Givenchy e nacionais – Nuno Baltazar, José António Tenente, Maria Gambina, Miguel Vieira e Nuno Gama. 

Algumas das peças em exposição da renomada estilista chinesa Gou Pei são vistas na Europa pela primeira vez.

Iniciámos a visita com a peça Magnificent Gold, de Gou Pei, uma profusão de ouro em dialogo com uma máscara funerária do Antigo Egipto.

Magnificent Gold de Gou Pei
Máscara em prata e ouro do Antigo Egipto
Foto do seu casamento sobre a mesa de cabeçeira – quadro de Lady Elizabeth Conyngham por Sir Thomas Lawrence
Armário (1700) de André-Charles Boulle em madeiras exóticas, bronze, tartaruga e latão, pertencente a Calouste Gulbenkian. Do lado direito, casaco e saia de Hubert Givenchy. À esquerda, vestido Império de John Galiano para Givenchy.
Da lado direito, vestido Hercules de Yves Saint Laurent e vaso calyx-kratêr.

Abaixo, vestido “Porcelana Azul e Branca” de Gou Pei – seda, cristais Swarovsky, resina e fragmentos de porcelana.

Acima, à esquerda, ecultura “Past Presence Nº 1” (2016) de Li Xiaofeng, construída a partir de fragmentos de porcelana da Dinastia Ming unidos por aço inoxidável. À direita, casaco Ocean Travels de Li Xiaofeng em fragmentos de porcelana da dinastia Ming, e vestido “Sail” da dupla Storytailors.

Abaixo, vestido de Gou Pei em seda, fio de ouro, cristais Swarovsky, strass e penas de ganso.

À esquerda, vestido vermelho de Hubert Givenchy vestido numa gala por Audrey Hepburn (museu do Traje de Madrid)
O mundo Islâmico e os motivos florais. Ao centro, vestido vermelho de Mariano Fortuny e, à direita, peça de Storytailors. Na esquerda, panejamento turco do período Otomano.
À esquerda, vestido de Tsumori Chisato. À direita, vestido de noite, estilo chinês, em seda selvagem com bordados à mão, de Cristóbal Balenciaga.
Porcelana chinesa como inspiração do vestido bordado com flores de Cristian Dior
Alexander McQueen para Givenchy, 1997 – saia em tom cinza, adornada com dragões chineses pintados e bordados à mâo, e um bolero
Bolero bordado com dragões imperiais, de Alexander McQueen para Givenchy. Biombo chinês Coromandel.

Abaixo, vestido e manto, de Gou Pei.

Pintura “A Sagrada Família e Doadores”, de Vittore Carpaccio. À esquerda, casaco em seda e pele, de Mariano Fortuny, escolhido por Orson Welles para o filme Otelo.
Vestido de gala, estilo Tudor, de Charles Frederick Worth e, ao lado, conjunto vintage em brocado floral dourado e mangas com acabamento em pele, de Cristóbal Balenciaga.
Alexander McQueen para Givenchy – à direita, casaco com gola de renda e saia em couro com textura de crocodilo. Quadro “Retrato de um homem” de Sir Anthony van Dick.
À direita, coordenado de blusa e saia, de Issey Miyake. Quadro de Frans Hals “Retrato de Sara Andriesdr Hessix” (1626).
Nuno Gama – casaco com brasão de armas português. Quadro de Jean Marc Nattier “Retrato do Marechal Duque de Richelieu”.
À esquerda, vestido em seda, de Yves Saint Laurent. À direita, vestido de noiva de Hubert de Givenchy em organza e faille de seda bordado com lantejoulas.
Vestido de Nuno Baltazar. Cómoda de Jean Deforges.
À esquerda, vestido e casaco de John Galliano
À direita, vestido de noite do início da década de 1900
Yves Saint Laurent – saharienne que inovou o vestuário feminino. Quadro “As bolas de sabão”, de Édouard Monet.
Vestido azul aço de Jacques Doucet

Abaixo, vestido “Fénix e Peónia”, de Gou Pei, em seda, lantejoulas, renda guipura de fio metálico, bronze, cristais Swarovski, strass e missangas (2012).

À esquerda, corpete e saia “Kiss me Dogan” em pele, seda, metal e chiffon de seda estampado, de Christian Lacroix. Ao fundo, vestido em lamé de Thierry Mugler. À direita, vestido vermelho drapeado, de Hubert de Givenchy. Quadro “Palas Atena” de Rembrant.
À direita, vestido e saiote “Séville” em seda, cetim de seda e tule, de Jean Paul Gaultier (1999). Ao centro, vestido e bolero “Oiseaux du Paradis” e, à esquerda, vestido em degradê de jeans terminando numa cascata de penas, ambos de Jean Paul Gaultier. “Retrato de Helena Forment”, de Peter Paul Rubens.
À direita, casaco com penas de ganso, de Manuel Pertegaz (1960), Museu do Traje de Madrid. À esquerda. vestido em organza de seda bordada e pintada e missangas. de Jan Taminiau (2018). Quadro “Pavão e Troféus de Caça” (1708), do holandês Jan Weenix.
À direita, vestido de Elsa Schiaparelli. À esquerda, vestido à francesa, lembrando a época de Maria Antonieta. Quadro “Retrato de Madame La Porte” (1752), de Jean-Marc Nattier.
À direita, vestido de Charles Frederick Worth. Ao centro, coordenado com bolero e saia em seda, renda e bordado, de John Galliano. À esquerda, vestido “Adieu”, com corpete estruturado e saia em tule em camadas, de Storytailors. “Retrato de Mrs. Lowndes-Stone”, de Thomas Gainsborough (1775).
À direita, vestido de Pierre Balmain. Ao centro, vestido de Hubert de Givenchy. Quadro “Miss Philadelphia Rowley”, por Thomas Gainsborough (1783).
Ambos os vestidos com bolero são de Jan Taminiau, pertencentes à colecção Tarnished Beauty 2012. Busto em mármore “Hermes de Vestal Tucia”, de António Canova, e quadro ” Landscape in a Park”, de Eugène-Louis Lami.
À direita, vestido em seda faille, bordados e lantejoulas, de Christian Dior (1954). Vestido de cocktail com flores, de Hubert de Givenchy. Quadro “Cesto com Rosas”, de Henri Fantin-Latour.
Peças que nos remetem para o universo das deusas do mundo helénico. Vestido lilás de Pedro Rodrigues. Quadro “O Espelho de Vénus” de Edward Burne-Jones (1875).
Detalhe do vestido “Delphos”, em seda e pasta de vidro, de Mariano Fortuny (1909)