Visita ao Museu da Marinha

No dia 12 de Junho, o Lyceum Clube realizou uma visita ao Museu da Marinha. Em 1863, o rei D. Luís fundou um museu em honra da Marinha que é “um mundo de descobertas”, entre modelos de galés, embarcações fluviais e costeiras, cartas marítimas e instrumentos de navegação, armas e fardamentos, réplicas impressionantes de navios e embarcações reais desde os Descobrimentos até ao século XIX.

Na entrada do Museu, o “Planisfério de Cantino”, desenhado em 1502, é uma cópia de uma carta de grandes dimensões, obtida clandestinamente por Alberto Cantino, baseada no chamado padrão real, que pendia na sala das cartas na Casa da Guiné e da Mina, em Lisboa. É uma das mais antigas cartas náuticas que representa os descobrimentos marítimos portugueses.

Planisfério de Cantino
Vitral com reis de Portugal
Alegoria da Escola de Sagres, a lendária escola de exploração marítima do Infante D. Henrique
Modelo do NRP Sagres, o principal navio-escola da Marinha Portuguesa
O navio-escola Sagres em viagem
Cofre que transportou para bordo do Cruzador D. Carlos I o Estandarte Real bordado pela Rainha D. Amélia

Sala dos Descobrimentos

Sala dos Descobrimentos
Galeão português do início do século XVI
Fragata Ulisses (1792-1809), navio de 44 peças, construído em Lisboa e lançado à água em em 1792, perdida no mar perto de Cabo Verde
Modelo de uma fragata de meados do século XIX da antiga Academia Naval de Portugal

A nau Madre de Deus foi construída em Lisboa em 1589 e era considerada o maior navio da época. Realizou apenas duas viagens à Índia e tinha capacidade para transportar uma tripulação entre 600 a 700 homens. Em Agosto de 1592, carregada de valiosíssimas mercadorias, de regresso a Lisboa na sua segunda viagem à Índia, foi atacada e capturada por uma frota inglesa de seis navios, ao largo dos Açores.

Modelo da nau Madre de Deus
Outros modelos na Sala dos Descobrimentos
Quadro representando a batalha naval do Cabo de São Vicente, entre as frotas Liberal e Miguelistas, em 5 de Julho de 1833
Batalha naval do Cabo Matapão (Grécia) contra o Império Otomano, travada em 19 de Julho de 1717, determinante para deter a ameaça turca no Mediterrâneo Ocidental
Pinturas de D. Francisco de Almeida, primeiro Vice-Rei da Índia (1505-1509), à esquerda, e de D. Afonso de Albuquerque, Governador da Índia (1509-1515), à direita
Camarinha da Rainha no Iate Real Amélia (1900-1910)
Camarinha do Rei D. carlos no Iate Real Amélia (1900-1910)

Pavilhão das Galeotas

O Pavilhão das Galeotas alberga as embarcações reais como o Bergantim Real, mandado construir pela raínha D. Maria I, em 1780, para o casamento do seu filho, futuro rei D. João VI, com a princesa Carlota Joaquina, realizado em 1784. Navegou pela última vez em 1957, por ocasião da visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra a Portugal.

Abaixo, fotos da Galeota Grande, construída em 1728 por ordem de D. João V.

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