No dia 12 de Junho, o Lyceum Clube realizou uma visita ao Museu da Marinha. Em 1863, o rei D. Luís fundou um museu em honra da Marinha que é “um mundo de descobertas”, entre modelos de galés, embarcações fluviais e costeiras, cartas marítimas e instrumentos de navegação, armas e fardamentos, réplicas impressionantes de navios e embarcações reais desde os Descobrimentos até ao século XIX.
Na entrada do Museu, o “Planisfério de Cantino”, desenhado em 1502, é uma cópia de uma carta de grandes dimensões, obtida clandestinamente por Alberto Cantino, baseada no chamado padrão real, que pendia na sala das cartas na Casa da Guiné e da Mina, em Lisboa. É uma das mais antigas cartas náuticas que representa os descobrimentos marítimos portugueses.






Sala dos Descobrimentos




A nau Madre de Deus foi construída em Lisboa em 1589 e era considerada o maior navio da época. Realizou apenas duas viagens à Índia e tinha capacidade para transportar uma tripulação entre 600 a 700 homens. Em Agosto de 1592, carregada de valiosíssimas mercadorias, de regresso a Lisboa na sua segunda viagem à Índia, foi atacada e capturada por uma frota inglesa de seis navios, ao largo dos Açores.







Pavilhão das Galeotas
O Pavilhão das Galeotas alberga as embarcações reais como o Bergantim Real, mandado construir pela raínha D. Maria I, em 1780, para o casamento do seu filho, futuro rei D. João VI, com a princesa Carlota Joaquina, realizado em 1784. Navegou pela última vez em 1957, por ocasião da visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra a Portugal.




Abaixo, fotos da Galeota Grande, construída em 1728 por ordem de D. João V.


