A exposição “Graça Morais – Uma Antologia” no Palácio Anjos, que o Clube visitou no início de Maio, apresenta temas centrais da criação de Graça Morais desde a década de 1970 até ao presente, reunindo mais de 170 obras de desenho, pintura e fotografia.
As pinturas seguintes referem-se às gentes e memórias de Vieiro, onde viveu, que são evocadas em tons negros, castanhos e ocres, e pela integração de folhas de oliveira. É o seu universo mais familiar, com pinturas de empregadas da casa, sempre perscrutando os rostos e a sua linguagem silenciosa.











Abaixo, 3 quadros da série A Caminhada do Medo, produzida em 2011 e caracterizada pelo uso de carvão e pastel. Foi sob o efeito das fotografias publicadas em jornais e em revistas que os desenhos foram realizados. Criada num contexto de reflexão sobre a violência e a instabilidade, a série aborda temas como o sofrimento, o caos, o medo e a fuga de seres humanos, nómadas famintos, perante guerras e terrorismo.




Acima, Pietá, de 1986. O elemento masculino agarra a figura feminina desfalecida num enlevo. Um terceiro corpo, feminino, nu, a figura da serpente, com a maçã ao lado, sobre uma das personagens femininas. Eva e o pecado original, os corpos erotizados, as paixões do corpo e do espírito, os mistérios da vida e da morte, do sagrado e do profano, tudo conflui nesta obra.

A reprodução do painel encontra-se em execução na fábrica Viúva Lamego, de azulejo português, e terá 6 por 20 metros, tendo já sido assinado pela artista.
