A 26 e 27 de Março, o Clube realizou uma viagem a Vila Viçosa e Estremoz, com o objectivo de visitar o Museu do Mármore Raquel de Castro, o Palácio Ducal e o Museu Berardo do Azulejo em Estremoz. No tempo livre deu-se um pequeno passeio até às principais praças.
Museu do Mármore
No Museu do Mármore, situado na pedreira da Gradinha, actualmente desactivada, ficámos a conhecer todo o processo de transformação do mármore, uma actividade que na região remonta à época romana, desde a extracção aos objectos, instrumentos de trabalho e maquinaria utilizada.
Quando sai da rocha em grandes blocos irregulares, é chamado de mármore bruto. Abaixo, drusas de cristais de carboneto.




Na prospecção utiliza-se uma máquina perfuradora que faz uma sondagem no solo para confirmar a existência de mármore, e quais as suas caracteristicas e qualidade.


Abaixo, maquinaria mais pesada no exterior do Museu.




A arte também está presente nas esculturas em mármore.








Esculturas no exterior do Museu.


Terminada a visita, seguiu-se um animado almoço, após o qual visitámos o Palácio Ducal.

Palácio Ducal
Iniciámos a visita ao Palácio Ducal pela Sala do Tesouro, onde estão expostas peças de ourivesaria, pintura, cerâmica, escultura, vidros e uma colecção de marfins indo-portugueses.
Abaixo, cruz processional de D. Catarina de Bragança, em ouro e pedras preciosas (diamantes, rubis, esmeraldas, pérolas e esmaltes polícromos), encomendada pelo seu pai D. João IV ao ourives Filipe Vallejo.









Seguiu-se a visita guiada às diversas salas do Palácio. A escadaria em mármore é decorada com uma pintura mural que representa a tomada da praça africana de Azamor em 1513 – Desembarque das tropas, Preparação do Cerco e Cerco da Praça.




Sala das Tapeçarias – com tapeçarias dos séculos XVII e XVIII, busto da Rainha D. Amélia do escultor Teixeira Lopes e, nas paredes, azulejos seiscentistas polícromos em azul e amarelo.


Sala Medusa – com retratos ducais, encomendados por D. Carlos a pintores como José Malhoa, Columbano, Carlos Reis, de D. Maria I, D. João VI, D. Pedro IV, D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís Filipe e D. Carlos. Nas paredes, azulejos polícromos de Talavera de la Reina.


Os frescos no tecto, por Tomás Luís, contam a história mitológica de Medusa e Perseu.
Sala dos Duques ou dos Tudescos é o salão nobre e a maior sala do palácio.




Sala de jantar do final do século XVIII, criada por D. Maria I.


Abaixo, tapeçarias de Aubusson narrando episódios da vida de Alexandre.



Sala Dourada ou da Duquesa – eram os aposentos de D. Catarina, sendo o espólio proveniente do Palácio das Necessidades.



Sala Hércules – armários holandeses dos séculos XVII e XVIII e a pintura de Domingos Sequeira “Pregação de S. João Baptista”.


Sala das Virtudes – com tapeçarias Gobelins do século XVII, que narram dois episódios da vida de Moisés. O busto é de D. Fernando II.



Sala de David ou do Gigante – com pinturas do Rei D. Carlos como o “O Sobreiro” e o “Marroquino”. Nas paredes, raros azulejos seiscentistas de Talavera de la Reina.


Sala D. Duarte – Tapeçaria do século XVII sobre cartão, realizada em Bruxelas, de Paul Rubens.

Sala Indo-Portuguesa




Pequena Galeria


Quarto do Rei – quarto onde o Rei D. Carlos passou a última noite antes de ser assassinado e onde se encontram alguns dos seus uniformes.



Quarto da Rainha D. Amélia




Cozinha – construída na 2ª metade do século XVIII, durante o reinado de D. João V, apresenta mais de 600 utensílios em cobre distribuídos por 3 espaços distintos: área de preparação dos alimentos, forno e churrasqueira.





Salas das porcelanas – exposição de mais de uma centena de peças da China dos séculos XII a XIX, principalmente dos séculos XVI- XVII, da colecção de Amaral Cabral.


Estremoz
Em Estremoz, realizámos uma visita guiada ao Museu Berardo, situado no Palácio Tocha, com uma notável colecção de azulejaria, onde nos apercebemos da técnica, design e modos de produção dos azulejos desde a antiga Pérsia, aos holandeses, italianos, japoneses e principalmente ao Al-Andaluz e o período português dos séculos XVI e XVI, até à actualidade, ou seja, a história dos últimos oito séculos de azulejaria.
Iniciámos a visita no piso térreo com a arte Islâmica.





A que se seguiu o legado Al- Andaluz.








Azulejaria Seiscentista


Abaixo, conjunto de painéis do século XVII, conhecidos como Macacaria – cenas satíricas com símios, destinadas a decorar uma sala com mais de 25 painéis da família Henriques de Miranda. Ao centro, “Assalto a uma fortaleza”. À direita, “Tristão e Sereias” a tocarem instrumentos musicais, com um “Par de Felinos” a tentar alcançar as marmitas penduradas na árvore, à esquerda.




Azulejaria Holandesa
Alguns exemplos da arte holandesa em azulejo, da esquerda para a direita: “O Velho”, painel de azulejos de Delft representando cenas do quotidiano de várias classes (tema recorrente na azulejaria produzida nesta cidade) e “Os Guerreiros” (1º quartel do século XVII).




Azulejaria Barroca




Abaixo, conjunto de 5 painéis de Domingos de Almeida com sentido eucarístico, século XVIII.




Azulejaria da Regência e Rococó




Azulejaria Neoclássica






Azulejaria das Caldas da Rainha

Acima, ao centro, painel de Rafael Bordalo Pinheiro intitulado “Rãs e Nenúfares” em azulejo relevado e vidrado, 1904. Nos lados, painéis “Gafanhotos” e “Borboletas e Espigas” do início do século XX.
Azulejaria Arte Nova


Azulejaria Historicista e Revivalista



Azulejaria Moderna e de Autor




De Querubim Lapa, 5 painéis realizados em 1968 para a cozinha de uma quinta, inspirados na decoração das cozinhas do século XVIII. Estão expostos na antiga cozinha do Palácio Tocha. A mensagem “Quinta do Sol” está camuflada e só é possível ler reflectida num espelho.







Palácio Tocha ou dos Henriques
O palácio possui um notável conjunto de painéis de azulejos na escadaria e em diversas salas. Na escadaria que dá acesso à sala nobre designada por “Sala das Batalhas”, estão colocados painéis com cenas de caça, dos finais da 1ª metade do século XVIII.



Sala das Batalhas – decorada com oito painéis em azul cobalto, representando eventos militares históricos ocorridos na zona de Estremoz.

Outros detalhes




A visita terminou com uma prova de vinhos, de onde seguimos para o almoço no Pateo dos Solares.

Após o almoço, visitámos o atelier das Irmãs Flores, onde observámos o minucioso processo de fabrico manual dos característicos Bonecos de Estremoz.



